A Coriscada, como aldeia beirã teve foral concedido por D. Sancho I em 30 de Julho de 1196, poucos vestígios restando da sua antiga vida municipal.
A aldeia que hoje conhecemos tem a sua origem remota em castros outrora existentes e diversos pequenos aglomerados populacionais, nomeadamente Alto da Pelada e da Boa Vista, Confrarias, Afife, Monte Negro, Quinta, o Lugar da Coitada e a Quinta da Aldeia Rica.
Os vestígios de romanização existentes no perímetro da aldeia, com destaque
para a Fonte da Doma, quer nas suas redondezas, como os vestígios romanos encontrados no Vale do Mouro são a prova dessa afirmação. A presença romana notava-se, também, na Aldeia Rica, hoje desaparecida mas ainda com habitantes nos finais do século XIX e no início do século XX.
É, porém, com a fixação de descendentes do Marquês de Marialva, de apelido
Meneses, na segunda metade do século XVII e com a atribuição, por D. Luís, do título de Visconde da Coriscada a Francisco Joaquim da Silva Campos MeIo, industrial de lanifícios na Covilhã, que a Coriscada ganha os contornos que, basicamente, ainda hoje tem.
Em termos administrativos, pertenceu até 1855 ao antigo concelho de Marialva, que foi extinto em 24 de Outubro daquele ano, passando nessa data para o concelho de Vila Nova de Foz Côa. Porém,
Dezassete anos mais tarde, em Dezembro de 1872, foi anexada ao actual concelho da Mêda.
Judicialmente, em 1747 fazia parte da comarca de Pinhel, em 1839 da comarca de Trancoso e desde 1852 passou a integrar a comarca de Mêda.
A localidade não constituiu sempre um principal núcleo urbano, na medida em que, junto a si, vinham crescendo diversos pequenos povoados, como o. A sua Igreja Matriz, dedicada a Santo António, poderá ser de 1669. Revela predomínio do barroco. Dependia porém, como curato, da abadia de Marialva, que lhe dava provimento. No seu aro e como seu património edificado destaca-se a Capela do Divino Senhor da Boa Esperança.
| Demografia |
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Em termos demográficos a Coriscada espelha a desertificação que varre o interior do nosso Portugal. Na década de 50 do século passado existem registos de o número de habitantes ser de 776, mas com a emigração dos seus conterrâneos, e apesar da melhoria substancial do nível de vida na aldeia, a freguesia tem vindo a diminuir o numero de habitantes tendo em 1991 cerca de trezentos e actualmente 254 eleitores.
No entanto, e apesar da dura realidade a Junta de Freguesia tudo tem feito para melhorar as condições de vida daqueles que cá moram através do melhoramento e mesmo criação de novos equipamentos sociais.
| Toponímia |
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A designação toponímica da Coriscada vem na sequência, como o próprio étimo nos indica, de no espaço geográfico em que esta aldeia se situa, ocorrerem frequentemente fortes e assustadoras trovoadas acompanhadas de fortes descargas eléctricas (raios ou coriscos).
Diz a lenda que as terras da freguesia eram assoladas por fortes tempestades especialmente no alto da Nateira e no que, hoje, se chama Monte de Santa Bárbara. E que, exactamente para proteger a população e os seus haveres foi edificada no alto do monte uma capela dedicada à protectora contra tempestades, raios e trovões – Santa Bárbara. Santa Bárbara que veio dar o nome ao próprio monte. Certo é que, apesar de continuarem a existir algumas trovoadas, como em todo o lado, em nada são comparáveis com aquelas que eram descritas antes de ser erigida a Capela.
Presume-se, então que o nome de Coriscada, provém de coriscos - “(centelhas sem descarga ou tonitroação) que fendem as nuvens e podem deslocar-se entre si nas alturas, para nivelamento de tensões vizinhas e são meteorologicamente um tanto diferentes dos relâmpagos (descarga entre a nuvem e a terra).”. Sendo a Coriscada a localidade onde existiam coriscos.
Existe também uma outra explicação para o nome que a Freguesia hoje tem e que não deixaremos de apresentar:
Nos limites da Coriscada há vestígios da presença humana, pelo menos, desde a idade dos metais comprovada pela recolha de machados de anfibolito. Há grande abundância destes machados, também conhecidos por "pedras de raio" ou "coriscos", cfr. Dr. Adriano Vasco Rodrigues (in Terras da Meda - Natureza e Cultura, Edição da Câmara Municipal da Mêda, 1983, pags. 27 e 28) a origem do topónimo que dá nome à freguesia.
Independentemente da versão escolhida, não restam quaisquer dúvidas. O nome da freguesia é Coriscada.
| Brasão |
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Brasão: escudo de ouro, pano de muralha posto em barra, lavrado de prata, acompanhado de dois raios de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «CORISCADA».
Bandeira: vermelha. Cordão e borlas de ouro e vermelho. Haste e lança de ouro.
Selo: nos termos da Lei, com a legenda: «Junta de Freguesia de Coriscada - Mêda».
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